Josué Duarte desenvolveu a ideia do Portugal Bike Race, colaborou na organização do evento, participou no desafio, em autossuficiência, e já foi vencedor.

Começou a praticar BTT em 1996 com um amigo, isto porque “o pai dele ganhou uma bicicleta e eu para poder acompanhar o meu amigo comprei uma”. Desde então Josué já participou em vários desafios de BTT. Atualmente a falta de tempo não lhe permite participar em muitas mais, mas escolhe duas ou três provas por ano, aventuras mais longas e desafiantes, como por exemplo PBR500, Mointain Quest, 24h de Coruche.

Ficar no pódio, já fez parte da sua vasta experiência nestes eventos. Vencer, já venceu algumas destas grandes aventuras. E para além do BTT Josué também pratica um pouco de Trail Run.

Mas o grande desafio está no Portugal Bike Race, evento no qual desenvolveu a ideia, colaborou na organização, foi participante, nomeadamente em autossuficiência, e já foi vencedor.
Tudo começou pela ideia de desenvolver esta ultramaratona de BTT “surgiu numa conversa com o Paulo Garcia, onde ele me disse que procurava ideias e percursos para realizar uma prova. Ao qual lhe respondi que tinha dois que lhe poderiam interessar”.

“O percurso em si surgiu como uma ideia que ligasse, em BTT, as maiores serras entre a Serra da Estrela e a Serra de Sintra. No início o percurso tinha, aproximadamente, 450km e foi o Paulo Garcia que incentivou a fazer os 500km. Uma aventura que queríamos que tivesse um percurso marcante e que não fosse apenas uma distância a percorrer.
Na altura era um projeto ambicioso, quando apareceu não havia nada do género. Muitos achavam muito duro, houve até quem dissesse não fazer sentido algum. A verdade é que hoje em dia muitas provas utilizam este formato.”

Depois de idealizado o projeto Josué foi participante do evento “realizar esta prova como participante é de destacar a capacidade física e psicológica, aqui os erros de alimentação e excesso de esforço podem custar a desistência”. Em 2016 realizou o PBR500 em autossuficiência “é a forma mais clara de mostrar que se pode realizar este desafio num formato competitivo. Uma forma mais desafiante de gerir a prova, não existe ajuda externa e o facto de transportar toda a comida, roupa e ferramentas não facilita”. Não foi fácil para Josué esta experiência em autossuficiência, mas conquistou o primeiro lugar.

Aos futuros participantes Josué aconselha “terem muita calma e a se alimentarem regularmente. Este ano as dificuldades maiores estarão no final, o objetivo será chegar lá em condições de as superar. Não serve de nada chegar mais rapidamente à Serra da Estrela se depois não a conseguimos atravessar. A ideia de inversão do percurso cria ainda mais desafio ao evento, ficando a parte com mais desnível acumulado para o final”.